domingo, 22 de abril de 2018

Atualizo com a minha participação no Tricider:

"Os pressupostos do modelo virtual da Universidade Aberta não o tornam adequado a implementação na nossa escola, dado o perfil dos alunos, começando pelas suas idades, e consequente falta de autonomia e responsabilidade. Haverá, no entanto, alguns elementos adaptáveis à nossa realidade?"


Eu sei que é muito bom, mas gosto sempre de ouvir, obrigado...

Apesar de não ter tido assim tantos votos como isso (tive exatamente zero) julgo poder atribuir tal facto a alguma anomalia no sistema de votação. Não me atreveria a pensar que existem forças obscuras a boicotar o mérito...

No entanto, tive duas participações da professora Séfora, que muito agradeço, e às quais não pude dar continuidade por manifesta falta de disponibilidade.

Algumas coisas mais que disse em resposta a outros:

"Sim, a carga horária que nos é imposta não se coaduna com qualquer tipo de inovação ou melhoramento de processos, sendo largamente insuficiente para o desempenho das tarefas de gestão corrente dos dias."



"Eu diria que esta disciplina (Educação Física), é um caso de quase impossibilidade da aplicação destes modelos de aprendizagem.

A sua aplicação seria quando muito residual e de pouco interesse real."


"Em teoria estes conceito são consensualmente aceites, mas arrisco uma heresia: os nossos alunos não terão ao seu dispor, na vida profissional, um posto de trabalho centrado no trabalhador, na maior parte dos casos. Assim, a componente presencial, mesmo que possa ser reduzida, ajuda a criar alguns hábitos de responsabilidade, como a pontualidade, o saber estar, e outro tipo de competências menos científicas e técnicas mas mais do tipo social." 



"Como já referi em argumentação noutro local, os jovens não terão no mundo laboral um "posto de trabalho centrado no trabalhador". Mesmo correndo o risco de parecer (ou ser) conservador neste aspeto, não é de descurar a responsabilização e aquisição de competências e hábitos sociais resultantes da permanência num espaço comum de aprendizagem, pelo menos uma parte do tempo.

E haverá sempre tarefas que, com maior ou menor agrado, todos temos que cumprir. A escola serve também para a interiorização destes hábitos."




"Enquanto conceito base genérico, a aprendizagem centrada no aluno não merece contestação.

Na prática, as chaves para o nosso contexto serão uma seleção criteriosa e dinâmica dos procedimentos, a sua aplicação de forma gradual e tempo disponível para que tal possa ser preparado e implementado. "



"Os PUC (pág. 17 do documento proposto sobre o modelo virtual da Universidade Aberta) são uma entidade inicial estruturante da aprendizagem em cada unidade, de certa forma correspondente às nossas planificações modulares; talvez estas pudessem ser adaptadas e cmplementadas com elementos que as tornassem um elemento de maior utilidade para alunos e professores."


E agora, fica um pouco mais evidente quem devia ter ganho a votação, não fica?

I rest my case...

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